Um poema para uma rosa
Na mais alta insensatez
Uma rosa foi aprisionada
De tão mórbida morada
Foi covardemente atirada
Despencou
Por causa da ausência de lucidez
Da mais completa estupidez
A rosa foi sufocada e caiu
Despetalou
Tão serena e tão bela
A pequena rosa
Murchou
Se abreviou
Seu olhar incandescente
Não mais brilhou
Se apagou
Silenciou
Isabela, rosa tão bela
A perversidade te anulou
E gangrenou
Mas linda como tu eras
Ainda agora estás
Aconchegada aos braços ternos
Do Criador

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